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Quarta-feira, 28 de Dezembro de 2005

Presidenciais - Motivações

Em Janeiro todos nós seremos chamados a escolher o próximo Presidente da República Portuguesa. Numas eleições em que iremos saber se Cavaco Silva vence na primeira volta, numas eleições em que iremos saber se será Soares ou Manuel Alegre a ficar no segundo lugar, numas eleições em que iremos saber se Jerónimo de Sousa fica ou não à frente de Francisco Louçã e numas eleições em que iremos saber se estes dois ultimos candidatos atingirão os necessários 5% de votos expressos para receberem os almejados subsidios estatais para pagar a campanha eleitoral. Em relação a este ponto acredito que Jerónimo de Sousa ultrapassará esta fasquia não tendo tantas certezas se Louçã o conseguirá, sendo motivo mais que suficiente, para me levar a votar em qualquer um dos outros candidatos para diminuir as hipóteses de o candidato do Bloco receber o subsidio que lhe pagará a capitalista campanha de marketing e publicidade da sua candidatura. Posto isto, e depois de ter a forte convicção de que vale a pena votar, tal como sempre o fiz em todos os actos eleitorais, resta-me decidir em quem vou votar. Existe um candidato, de nome Mário Soares, que representa em grande parte, aquilo em que não acredito na política - Mário Soares, tal como Paulo Portas, é um homem que não olha a meios para atingir os seus fins. Exemplos do passado existem em demasia para acreditar que poderá ser um homem diferente aos 81 anos de idade. A tentação natural que poderia vir a ter na hora de colocar o meu voto seria votar em Manuel Alegre contra Mário Soares e tudo o que representa. Ainda num passado recente mais precisamente em Outubro passado votei "na esquerda para ajudar a direita". Votei no Socialista Àlvaro Pedro perfeitamente consciente que iria depositar o meu voto em quem não acredito que seja a solução ideal para o Concelho onde habito, Alenquer - A candidatura que se apresentou pela direita dos Socialistas era, por demasia, inconsistente, incongruente, populista e serpenteante para que merecesse o meu voto. Ao contrário do que algumas mentes deturpadas possam pensar e dizer, o meu voto nessa altura não foi contra as falsidades cometidas, em tempo de pré-campanha, por membros com responsabilidades no PSD local mas tão somente por entender que existiam candidatos para varios órgãos que não teriam a capacidade para ocupar os lugares a que se candidatavam. Mas o tempo confirmará tudo isto... Em todo o caso o meu voto acabou por se revelar infrutífero e as minhas piores expectativas viram-se confirmadas - A coligação de centro ficou longe de conseguir vencer as eleições e os Socialistas perderam a maioria absoluta. Conclusão: Para mal dos meus pecados, passei a viver num Concelho onde os Comunistas fazem parte do poder. Posto isto irei resta-me afirmar que se agisse por vingança o meu voto (na primeira volta) iria recair sobre Manuel Alegre. Não o farei. Ao votar num candidato em quem não acredito, existindo alguém muito mais habilitado para desempenhar a função de Presidente estaria a deturpar esta Democracia por si só já tão deturpada e estaria a contribuir para que a decadência politica vigente se agravasse ainda mais. Assim vou votar no único candidato que me dá as garantias minimas de poder desempenhar as funções de Presidente da República Portuguesa - Cavaco Silva.
Publicado por Francisco Martins às 23:08
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1 comentário:
De Anónimo a 29 de Dezembro de 2005 às 19:27
Caro Francisco,

Posso publicar como artigo de opinião no jornal?

AbraçoJoão Carvalho Fernandes
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(mailto:redaccao@demoliberal.com.pt)

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